O que é mineração de Bitcoin? Como funciona? - Guia do ...

Brasil Bitcoin

**BRASIL BITCOIN** Notícias, perguntas, descubra, denuncie. Tudo sobre **Bitcoin** aqui e no mundo. Bitcoin é a moeda da Internet: um dinheiro descentralizado e com alcance mundial. Diferente das moedas tradicionais como o dólar, os bitcoins são emitidos e gerenciados sem qualquer autoridade central que seja: não existe governo, empresa ou banco no comando do Bitcoin. Dessa forma ele é mais resistente a inflações selvagens e bancos corruptos. Com o Bitcoin, você pode ser seu próprio banco.
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Discussão sobre Criptopmoedas (Bitcoin e Altcoins). Um pouco sobre o que aprendi e como você pode conhecer mais sobre esse mundo novo.

Oi, /Brasil!
Antes de qualquer coisa gostaria de fazer um ‘disclaimer’ sobre esse post:
Não estou aqui para fazer aquele marketing “Olhe como em apenas 5 passos você pode ficar muito rico!!”. Eu sou extremamente novo nesse mercado de Criptomoedas e aprendi tanta coisa nova e legal e gostaria de compartilhar meu conhecimento, tirar duvidas e quem sabe trazer novas pessoas nesse novo mundo.
 
Nesses últimos tempos vários posts sobre Bitcoin e Altcoins estão aparecendo aqui no /Brasil e muita gente discute sobre o assunto. Alguns extremamente céticos, uns curiosos e outros que já conhecem um pouquinho do assunto. Eu tentei dar um help pro pessoal que fez perguntas nos outros posts e alguns se juntaram ao grupo que organizei sobre Criptomoedas no Discord.
 
Não quero trazer também o “invista até não poder mais”. Esse mercado de criptomoedas é extremamente volátil e você pode sim perder dinheiro com isso. Nunca invista o que não pode perder.
 

Quero iniciar comentando sobre algo que muitos céticos usam:

“Bitcoin é uma bolha, ela vai estourar e você vai perder tudo.”
 
O que não é uma bolha, certo?
Bolha do ‘dot com’ e bolha da Apple a bolha do Tesla. Existem vários outros exemplos que eu poderia dar, mas eu não vim aqui pra isso.
 
A ideia central de Criptomoedas é ser um sistema descentralizado de qualquer banco, empresa e governo, ser seguro, open-source, totalmente criptografado, que é apoiado pela matemática implementada. Toda a história da moeda deve ser aberta ao público e você pode ver toda e qualquer transação feita na rede. Essas transações precisam ser processadas por máquinas que confirmam que essa transação não é um double-spending ou alguém querendo criar moedas “out of thin air”. Se alguém quiser hackear o sistema ele vai precisar quebrar toda a Blockchain da moeda (explicação mais abaixo).
 
Blockchain (cadeia de blocos) é todo o registro de tudo que aconteceu com a criptomoeda. Cada novo bloco é ligado ao ultimo bloco existente. Nenhum dado subsequente pode ser alterado sem que todos os outros blocos sejam alterados. Fazendo assim a criptomoeda em questão super segura. Blockchain é estudada para aplicações de gerenciamento de identidade, registro médico, prova de documentos, etc.
 
Você pode fazer uma transferência pequena de alguns trocados até com centenas de milhares Reais para qualquer lugar do mundo. Imagine você aqui no Brasil tem um parente lá na Coréia do Sul. Você quer mandar R$3000,00 para o parente. Para isso você precisa ir até o seu banco, solicitar uma transferência de alto valor, pagar todas as taxas do banco, do seu governo, talvez até do governo do país que será enviado, esperar até a data estipulada para o dinheiro chegar ao seu parente (a partir do dia do envio+2). Faça a pesquisa, você pode pagar muito alto por isso.
 
Agora leve em consideração o Bitcoin. Mesmo com uma taxa alta nesses últimos tempos (da ultima vez eu paguei R$12,00), imagine você mandar esses mesmos R$3000,00. Só que a transação é feita em até 60 minutos. Você manda a ordem de transferência da sua carteira até a carteira do seu parente, essa transferência de Bitcoin é registrada, então processada pelos mineradores e depois de um tempo o Bitcoin é validado na carteira do seu parente. Depois disso ele pode já usar os Bitcoin no mesmo dia ou ir até um caixa eletrônico de Bitcoin e sacar em dinheiro ou até trocar por outras moedas ou por dinheiro em Exchanges.
 
Fora Bitcoin, nós temos centenas de outras criptomoedas. Várias são muito interessantes, como: Ethereum, Litecoin, Bitcoin Cash, Vertcoin. Outras são simplesmente enganações usadas para roubar dinheiro de quem investe nas criptomoedas. Infelizmente existem coisas ruins como essa em qualquer lugar do mundo. Sugiro também uma pesquisa sobre cada criptomoeda. Coinmarketcap é um site legal para você iniciar sua pesquisa nas moedas de maior valor, volume, tecnologia, etc.
 

Mineração

A mineração consiste em usar o recurso de processamento do seu computador para procurar e resolver blocos. Quando isso acontece uma recompensa é distribuída para todos os mineradores envolvidos na mineração. Você pode minerar sozinho (o que hoje é impossível para alguém normal) ou pode entrar em uma Mining Pool.
 
Recentemente comecei a minerar uma criptomoeda chamada Vertcoin. Não é necessário muito conhecimento em como funciona a mineração. Basta ter um computador com placa de vídeo legal (a partir de uma gtx 1060 é legal), baixar um programa chamado One-Click Miner (OCM), arranjar uma carteira da moeda (interessante a Electrum Vertcoin Wallet), apontar seu minerador para aquela carteira, selecionar uma Pool de mineração e clicar Start.
 
Na mineração de Vertcoin você usa o poder de processamento da sua GPU para procurar blocos na rede junto com vários outros mineradores. Quando um bloco é encontrado você é recompensado pelo tempo que você esta minerando. Quanto mais tempo estiver minerando, melhor. Mas até um limite claro.
 
Não vou dizer que vale a pena você minerar porque existem muitas variáveis para isso. Para mim esta valendo a pena. Com uma GTX 1080 consigo pagar o gasto extra de conta de luz e lucrar Vertcoins. Recomendo fazer o calculo e ver se vale a pena.
 
A ideia central que estou levando para minerar Vertcoin é que devido a sua história, seus desenvolvedores, resistência à ASIC (Application Specific Integrated Circuits) e sua transparência com a comunidade ela será adotada pelo mercado. Seu valor subiu de US$0,04 em Janeiro de 2017 para hoje no preço de US$5,4. Outra coisa legal é que o Vertcoin usa algoritmo criado por brasileiros, chamada Lyra2!
 
Se você, leitor, tiver interesse em minerar ou discutir mais sobre moedas e conhecer mais, eu vou sugerir entrar no Discord que criei exatamente para isso: https://discord.gg/aWfV2Q5. Somos um grupo pequeno, mas o pessoal lá é super amigável e me trouxeram muito conhecimento novo. Temos desde iniciantes até alguns veteranos no assunto. Temos uma Pool de mineração de Vertcoin (Veja aqui) também se alguém se interessar.
 

Conclusão

Esse mundo de Cryptocurrencies é muito novo, estranho, inovador e interessante. Aprendi muita coisa e nem estou a tanto tempo assim aprendendo. Tenho comprado, vendido, minerado e guardado várias moedas diferentes. Tenho lucrado uma grana interessante que não teria vindo caso continuasse igual meus amigos que dizem não ter dinheiro pra investir nisso, mas saem todo final de semana com amigos/namorada e gastam 50, 100, 200 reais. Deixasse de sair 1 fim de semana por mês e compra uma moeda “segura” como Litecoin ou Ethereum. Da um lucro legal em uns 10 anos caso for atento, trocar por Real quando necessário ou mudar pra outra moeda.
 
Tem muita coisa que ainda quero falar, mas não quero deixar esse texto mais extenso do que esta. Por isso, peço a você que está lendo para deixar seus comentários, a favor ou contra, que vou tentar responder, aprender coisas novas, tirar dúvidas, fazer perguntas também e ter discussões saudáveis.
submitted by TheCrazyTiger to brasil [link] [comments]

Credminer

... - O que é CredMiner? Um clube de cooperados que compra maquinas de mineração de Bitcoin e outras moedas no atacado direto do fabricante.
- Como funciona? 100% dos valores do investimento inicial (adesao) são destinados para comprar maquinas para formação de um pool compartilhado em diversas farms (China, Islandia e Paraguai).
- Quem administra o CredMiner? O Grupo MDX Caopital Miner administra as maquinas, você será um Socio Ostensivo em contrato por até 16 meses, após este periodo as maquinas serão 100% do grupo administrador e você ou renova ou deixa de ser um cooperado.
- Como eu faço para entrar na CredMiner? Você compra contratos com 1, 3, 10, 15, 25 ou 40 TH/S (HashPower). THS é "poder de mineração", quanto maior, mais você ganha.
- Quanto rende cada THS? 1 TH/s = U$ 75,00 Rende 60% de lucro real. 3 TH/s = U$ 225,00 Rende 80% de lucro real. 10 TH/s = U$ 750,00 Rende 100% de lucro real. 15 TH/s = U$ 1.125,00 Rende 150% de lucro real. 25 TH/s = U$ 1.875,00 Rende 200% de lucro real. 40 TH/s = U$ 3.000,00 Rende 220% de lucro real * Não vendemos "contas" ou “Kits de adesão” e sim fornecemos "HashPower" (TH/s) de forma compartilhada nas maquinas de mineração adquiridas pelo clube.
- Qual o Maximo de Lucros? Você pode ter de 70% a 220% de lucro REAL, baseado no investimento em sua compra de TH/s Inicial.
- De onde vem o Dinheiro? É com o resultado da MINERAÇÃO destas maquinas, que pagamos as comissões e bônus, e não com o dinheiro da entrada de novas pessoas (adesão).
- Isso é sustentavel? Sustentabilidade é NÃO depender de VENDAS OU CONSUMO de terceiros e muito menos depender da entradas de novas pessoas.
Se não vender de onde vem o dinheiro? Você não precisa vender ou indicar porque terá MAQUINAS TRABALHANDO 24 horas por dia, 7 dias por semana, 31 dias no mês, para você alcançar os lucros prometidos.
Venha ser um cooperado CredMiner! Investimentos a partir de R$240,00/ano
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CredMiner é como minerar o ouro, só que melhor!

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Bitcoin XT, Forks e tudo mais (parte 1)

Se você está querendo saber o que é Bitcoin, esse artigo não é pra você. Se procura um posicionamento politico, também veio ao lugar errado. Esse artigo é sobre como funciona o mecanismo de consenso, e a bifurcação (Fork) que ocorrerá em consequência da adoção do Bitcoin XT.

O mecanismo de consenso e os forks

O Bitcoin se propõe a resolver um problema clássico da computação, conhecido como “Problema dos generais bizantinos Iterado”1. Esse problema pode ser resumido como sendo “buscar o consenso através de mensagens transmitidas por um meio inseguro”. Não vou entrar em detalhes aqui sobre como o consenso é atingido ou buscado, pois sairia do escopo desse artigo, mas basta saber que o objetivo do bitcoin é conseguir o consenso entre os participantes da rede. Quando esse consenso não é atingido, acontece o que chamamos de “Fork“, ou bifurcação.
Nesse ponto quero deixar claro: um Fork na blockchain não tem nada a ver com um fork do código fonte. um Fork na blockchain pode acontecer sem haver fork no código fonte (e ja aconteceu algumas vezes antes por bugs no software do bitcoin core2 ). Forks no código fonte do bitcoin acontecem todo o tempo. São desenvolvedores criando novas criptomoedas concorrentes ou complementares ao bitcoin3. Note que esses forks sempre criam novas blockchains, começadas do zero. Ou seja, são forks do código fonte, mas não da blockchain.

Soft Fork

Voltando ao assunto. O consenso no contexto do bitcoin é definido pela blockchain. Ela nada mais é do que uma sequencia de blocos, estes compostos por transações, encadeados um ao outro através de assinaturas criptográficas4. Sempre que há uma divergencia entre mineradores, ou seja, quando conjuntos diferentes de transações são validados ao mesmo tempo formando blocos diferentes para a mesma posição da blockchain, acontece um fork. Esse tipo de fork é chamado de “soft fork“, e faz parte do mecanismo de obtenção de consenso.
Como a rede decide qual desses dois blocos vai ser mantido e qual será descartado? Simples. Quando o proximo bloco for minerado, apenas um dos dois terá sido “assinado” pelo minerador. Aquele que ficar de fora, se torna “órfão”. E se dois mineradores criarem dois novos blocos simultâneos, cada um assinando um dos antecessores concorrentes criados na rodada anterior? Apesar de pouco provável, será formado um fork de dois blocos, ou três, quatro, etc, blocos até o momento em que algum minerador conseguir minerar sozinho o próximo bloco, sem conflitos, e criar uma sequencia mais longa que a concorrente. Quando essa sequencia é criada, a rede atinge novamente o consenso, e essa nova blockchain, mais longa que a concorrente, é mantida e a sequencia concorrente de blocos é tornada órfã.
http://i2.wp.com/www.extremetech.com/wp-content/uploads/2014/06/bitcoin-blockchain.jpg (imagem: Soft Forks. Os blocos roxos se tornaram órfãos.)
O mecanismo de consenso então é sempre decidir pela sequencia mais longa de blocos. Soft forks são mecanismos temporários que permitem que duas versões concorrentes da blockchain disputem qual delas atingirá o consenso. Soft forks com mais de um bloco são raras, muito raras.
E órfãos são ruins! Ninguém gosta de órfãos5. Órfãos dão um prejuízo danado a quem os minera, pois gasta poder de processamento para encontrar um bloco que vai ser descartado pela rede e não vai gerar dividendos. A menos que se esteja tentando um ataque à rede, ninguém vai querer forçar a criação de soft forks na rede, pois o risco de tomar prejuízo é grande.

Hard Forks

Então chegamos no grande vilão do consenso: Os hard forks. Hard forks são quando alguma coisa impede que um consenso seja atingido. Pode ser um bug no sistema, que cria blocos reconhecidos por algumas versões da carteira, mas não por outras. Esse tipo de bug já aconteceu mais de uma vez2. Pode também ser decisão do time de desenvolvedores, para acrescentar funcionalidades à moeda. Para evitar que um hard fork proposital tenha impacto na moeda, um consenso prévio entre desenvolvedores e usuários costuma ser buscado, e quando o hard fork acontece, estão todos (ou quase todos) com a versão correta da carteira e a cadeia “errada” é rapidamente descartada ou ignorada.
https://bitcoin.org/img/dev/en-hard-fork.svg (imagem: Exemplo de Hard Fork. A cadeia superior usa a versão antiga da carteira enquanto a cadeia inferior usa a versão nova. Como não houve consenso, duas cadeias paralelas se formam a partir do terceiro bloco.)
Se órfãos já eram ruins, imagina um hard fork? é todo um ramo da blockchain que nunca vai virar o consenso. É a pior coisa que pode acontecer, e é motivo de morte para várias altcoins6.

A rede e a propagação das transações

Além da blockchain, outro componente primordial do bitcoin é a rede. O bitcoin forma uma rede P2P conectando cada carteira com uma quantidade razoável de outras carteiras, de forma que as mensagens entre uma e outra consigam percorrer toda a rede. De uma forma simplificada, as transações criadas por uma carteira são enviadas a todas as outras conectadas a ela. Cada uma dessas carteiras, por sua vez, retransmite as transações recebidas de uma carteira conectada para todas as outras, e assim sucessivamente, até que toda a rede tenha recebido uma copia daquela transação. OS blocos minerados passam pelo mesmo processo. A diferença é que as transações ficam armazenadas em uma memória temporária, e os blocos são armazenados na blockchain, de forma permanente.
http://i2.wp.com/blog.girino.org/wp-content/uploads/2015/08/split_nets.png (Imagem: Exemplo de redes com clientes de versões diferentes. Na primeira uma rede totalmente conectada. Na segunda, as linhas vermelhas indicam os pontos onde clientes de versões diferentes irão se desconectar. Na terceira e quarta vemos as redes isoladamente.)
Quando acontece um fork, seja ele soft ou hard, a transmissão das transações e blocos continua ocorrendo normalmente. Ou seja, forks não afetam a propagação de transações pela rede. No caso de um hard fork, entretanto, alguns blocos gerados por carteiras de versão diferente ou com bug vão ser descartados como inválidos, e não serão gravados. Em casos graves, as carteiras que insistirem em enviar blocos “inválidos” podem ser desconectadas. Em alguns casos, essa desconexão pode separar a rede em duas redes que não se comunicam. Chamamos isso de split. Mas na maioria dos casos, as redes continuam se comunicando, mas ignorando os blocos gerados pela outra rede. Quando há um split, criam-se efetivamente duas redes separadas, com duas blockchains separadas, praticamente como se existissem duas moedas separadas.

O bitcoin XT

Também não vou entrar em detalhes sobre quais são as melhorias propostas pelo Bitcoin XT ou se elas são boas ou ruins. Apenas pretendo descrever o que deve acontecer com a blockchain e com a rede bitcoin devido a sua introdução.
O bitcoin XT é um fork do código do bitcoin que pretende gerar um hard fork da blockchain do bitcoin caso sua aceitação passe do limite de 75%7. Após atingido esse limite ele emitirá uma mensagem para todos os clientes da rede informando que haverá um hard fork e dando o prazo de duas semanas para que quem quiser possa adequar seus sistemas. Passadas duas semanas, o XT começará a minerar blocos seguindo as novas regras, gerando assim um hard fork.
Isso não seria um problema normalmente, já que o processo de consenso seria conduzido fora da rede e quando fosse finalmente colocado em prática o fork, todos os usuários já estariam com seus sistemas e carteiras atualizados. Só que isso não aconteceu. O XT optou por não passar pelo processo de obtenção de consenso fora da rede e usou esse novo processo para decidir sobre a criação ou não do hard fork. Em termos práticos, o processo deixou de ser uma tentativa de consenso e passou a ser uma votação por maioria de 3/4 dos mineradores8.
A intenção dos criadores do XT é que, caso eles atinjam os 75%, todo mundo migre para o XT e o consenso seja atingido sem hard fork. Mas isso não necessariamente é verdade. Vou tentar descrever abaixo alguns dos cenários que podem acontecer.

1) CAMINHO FELIZ SEM XT

Esse é o cenário mais fácil de prever. O XT não obtém 75% dos mineradores, e tudo continua como está.

2) CAMINHO FELIZ COM XT

Esse cenário se dá com um consenso sendo atingido antes do término das duas semanas de adaptação. Nesse caso, todos migram par ao XT e quando o hard fork ocorrer, não haverá ninguém no lado “antigo” do fork, que morrerá rapidamente. O XT substitui o bitcoin totalmente. Esse cenário parece improvável dada a quantidade de pessoas defendendo o XT.

3) HARD FORK, MAS O BITCOIN “ANTIGO” CONTINUA EXISTINDO.

Suponhamos que 20% dos mineradores optem por não migrar par ao XT. No momento do hard fork teremos a criação de duas moedas com um passado comum. Uma que chamarei de “core” e é minerada pelos que não migraram para o XT e outra que chamarei “XT”, minerada por quem optou pela mudança. Nesse cenário, existem diversas situações de risco e que podem causar problemas tanto para a rede como para os usuários.
Na próxima parte desse artigo eu vou tratar em mais detalhes desse cenário, que é o mais interessante tecnicamente.

Referencias

  1. ↑ ver Byzantine Generals
  2. ↑ ver os seguintes artigos: 1, 2 e 3
  3. ↑ Atualmente são tantos que a ferramenta de visualização do github nem permite ver o gráfico
  4. ↑ Pra quem quer saber em melhores detalhes, um bloco precisa conter o hash do bloco anterior e ser validado por um processo conhecido como mineração, veja esse artigo (não técnico) ou esse (mais técnico)
  5. ↑ No contexto de bitcoins, não tenho nada contra crianças que precisam de adoção
  6. ↑ veja nessa lista de altcoins mortas quantas morreram por hard forks
  7. ↑ O valor exato é de 750 blocos minerados pelo XT entre os últimos 1000 blocos minerados, ver BIP-0101
  8. ↑ na verdade 3/4 do poder de processamento, já que mineradores mais “poderosos” terão mais influencia no voto
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/r/oBitcoin FAQ - Novatos por favor leiam

Bem vindo ao /oBitcoin FAQ fixada

O texto que se encontra aqui foi desenvolvido por Mtzrkov e outros em Github.com/btcbrdev/oBitcoin e está em domínio público para ser usado livremente por qualquer um.

O que é bitcoin?

Bitcoin (BTC ou XBT) é o primeiro e mais importante dinheiro eletrônico sem autoridade central, baseado numa tecnologia open-source inédita chamada Blockchain, que foi desenvolvida por Satoshi Nakamoto em janeiro de 2009. Essa tecnologia permite a criação de um "banco de dados" confiável P2P (ponto-a-ponto), o que abre caminho para muitos tipos de inovação, sendo uma delas o próprio bitcoin e outras como contratos descentralizados, por exemplo.
Nota: normalmente emprega-se "Bitcoin" em maiúsculo para se referir ao protocolo (baseado na tecnologia Blockchain) e em minúsculo "bitcoin" para se referir a uma unidade da moeda.
O Bitcoin, além de um bem digital, pode ser considerado também um sistema de pagamento, totalmente independente de qualquer sistema já existente, como cartões de crédito, Paypal, bancos e outros. Sua capacidade atual estimada é de 7 transações por segundo, mas essa capacidade pode ser aumentada com o passar do tempo se houver necessidade. Por ser puramente digital e distribuído, o Bitcoin funciona 24/7 e tem alcance mundial, além de ter locais especializados de troca pela moeda local (chamados exchange) nas principais cidades do mundo.
A segurança da rede do Bitcoin, ou seja, o que garante que não existirá um chamado "gasto duplo" do mesmo dinheiro, é o consenso da rede P2P feito pela validação das transações por parte dos mineradores. Para que um minerador consiga incluir um bloco válido na rede, ele precisa utilizar um grande poder computacional. O processo de mineração consiste na realização de cálculos matemáticos para a seleção de quais transações válidas serão incluídas no próximo novo bloco do Blockchain, excluindo aquelas que tiveram uma tentativa de "gasto duplo" naquele período. Cada nó da rede, além dos mineradores, também é capaz de verificar a validade das transações incluídas no bloco. É nesse processo também que aparecem os "bitcoins ainda não descobertos". A distribuição dos bitcoins é feita de forma previsível, tendo uma queda de recompensa pela metade de 4 em 4 anos. Serão encontrados no máximo 21 milhões de unidades da moeda.

Quanto vale um bitcoin?

O preço de mercado de um bitcoin é determinado através da lei da oferta e da procura, portanto estando sujeito a variações de preço por causa de acontecimentos políticos e econômicos (como desvalorização e inflação de moedas estatais, conflitos, maior demanda por Bitcoin etc).
Assim como nas moedas estatais, o preço do bitcoin varia e pode ser diferente dependendo do lugar em que for negociado.
Se você for comprar dólares no Brasil, você terá que procurar uma casa de câmbio que poderá ter a cotação de R$ 3,00 por dólar, por exemplo. Caso vá a outra casa de câmbio, você poderá notar que o preço poderá ser ligeiramente diferente, além das taxas também variarem. Com o Bitcoin não é diferente. Essa variação entre as exchanges (nome comumente usado para se refererir aos locais de compra e venda de bitcoin) são equilibradas pelo mercado através de operações de arbitragem (comprar num lugar mais barato e vender num mais caro).
Para se ter uma ideia do preço médio do bitcoin, você pode dar uma olhada em sites como os que seguem:
Para um gráfico do preço ao longo do tempo, acesse:

Volatilidade

Por ser uma moeda ainda muito recente (inventada em jan/2009) e ainda não muito utilizada, seu preço de mercado ainda é muito volátil. Isso faz do bitcoin um investimento de risco atualmente. O preço tende a ficar mais estável ao longo do tempo, quando o mercado puder definir com mais exatidão seu "preço real". As oscilações também tendem a diminuir conforme o seu market cap (quantidade de moedas x preço) aumentar. Hoje (2015) o market cap do bitcoin é de US$ 3 bi, o que pode ser considerado pouco se comparado ao valor de algumas empresas como a Dell (US$ 24 bi) ou ainda de outras commodities como o ouro (US$ 2.600 bi).
Para um gráfico da volatidade ao longo do tempo, acesse:

Como obter bitcoins?

O bitcoin é um bem digital e assim como outros bens, pode ser adquirido de diversas formas:

1. Negociação direta (P2P / pessoa a pessoa)

Uma das maneiras mais baratas de se negociar bitcoins, porque não tem taxas, é comprando diretamente de outras pessoas que já possuem a moeda. As duas partes chegam a um acordo de preço e a troca é feita. Geralmente quem tem menos reputação entrega o bitcoin ou a moeda local primeiro.
Por ser uma maneira relativamente arriscada, pois não há um mediador para casos de descumprimento de uma das partes, a reputação de alguém deve ser muito considerada. Exemplo: prefira negociar com alguém do seu círculo de amizades (rede de confiança), alguém que você confie muito como familiares e amigos, ou por uma indicação (amigo de amigo). Se a outra parte tem uma reputação duvidosa, prefira negociar aos poucos (divida os valores em várias partes menores e vá trocando aos poucos).
Algumas ferramentas auxiliam nesse processo de reputação e rede de confiança, sendo elas:

2. Negociação indireta (com intermediário)

Outra forma de se negociar bitcoins (e essa provavelmente é a maneira mais conveniente, embora não seja a mais barata) é utilizando um intermediário que viabilize a compra e venda de bitcoins entre pessoas interessadas. Esses intermediários são as "corretoras" ou "bolsas" de bitcoins (mais conhecidas por exchanges).
Essas corretoras fornecem um serviço de intermediação entre compradores e vendedores de bitcoin, cobrando uma taxa para tal. Por causa disso o bitcoin nas corretoras tem um preço final um pouco mais alto do que se fosse comprar de outras maneiras, mas devido ao altíssimo volume, uma operação pode ser realizada instantaneamente.
Além de usar exchanges, você também pode encontrar um intermediário na relação P2P, tornando-a mais segura. Exemplo: um amigo em comum, que pode levar uma comissão previamente combinada para intermediar as duas partes.
Você pode conferir uma lista de corretoras no ExchangeWar. Algumas das principais corretoras brasileiras são:

Onde gastar bitcoins?

Hoje é virtualmente possível gastar os bitcoins em qualquer lugar, usando algum intermediário para trocá-los imediatamente sob demanda por alguma moeda local, como numa exchange ou com serviços como Neteller, Xapo ou Gyft.
Alguns locais porém já aceitam a moeda digital diretamente, como é o caso da Microsoft, Dell e Overstock, além de inúmeras outras ao redor do mundo.
Confira uma lista com mais de 100 mil lugares que já aceitam diretamente o bitcoin em SpendBitcoins ou no CoinMap.
Segue algumas listas de locais que aceitam bitcoin no Brasil:

Como minerar bitcoins?

Para minerar bitcoins você precisa executar um software em um computador especializado (ASIC) que possa realizar uma grande quantidade de operações matemáticas demandada pelo sistema de consenso P2P do bitcoin.
Logo após a criação do Bitcoin em 2009, era possível e rentável minerar bitcoins utilizando o processamento de computadores pessoais (através de simples processadores e placas de vídeo), mas com o tempo essa atividade deixou de ser rentável e tornou-se praticamente impossível para tais máquinas. Isso aconteceu pois o interesse no Bitcoin aumentou muito, trazendo assim mais pessoas para a mineração e impulsionando uma corrida por maior quantidade de processamento. Com o avanço da tecnologia e o aumento do interesse por Bitcoin, mais poder de processamento foi adicionado à rede Bitcoin e isso resultou em um aumento da dificuldade para se encontrar novos Blocos.
Essa é uma característica do protocolo Bitcoin: quanto maior o poder de processamento da rede, maior a dificuldade para se minerar bitcoins - ou seja, maior a dificuldade para se descobrir novos Blocos. Um bloco é um arquivo que possui uma identificação (data, hora e informações genéricas) e um registro das transações (movimentação de bitcoins entre endereços) mais recentes. Resumidamente, os mineradores são uma forma de manter a rede Bitcoin segura e operante, algo que demanda muito poder de processamento (o que torna inviável o uso computadores de propósito geral para tal fim) e que, como retribuição por essa tarefa importante, gera uma recompensa em bitcoins pelo trabalho.
Todas as transações, ou seja, as movimentações em bitcoins realizadas entre endereços (carteiras), são anônimas pois se caracterizam como uma transferência de fundos de um endereço Bitcoin para outro, que, embora tenham relação indireta com pessoas reais, não possuem uma relação direta. Ou seja, não é possível dizer com absoluta certeza que determinada pessoa é detentora de um endereço a menos que ela diga isso em algum lugar - o que torna o Bitcoin algo pseudônimo, não anônimo (você é anônimo apenas se quiser e tiver conhecimentos para tal). Todas as transações da história da rede Bitcoin são públicas e podem ser conferidas em sites como o Blockchain Info.
Então...é impossível minerar hoje em dia num PC comum ou notebook? Sim, mas não é lucrativo. Para isso existem os ASICs (Circuitos Integrados de Aplicação Específica, em inglês Application Specific Integrated Circuits), hardwares específicos para mineração. Há uma lista na Bitcoin Wiki, em inglês, onde estão listados todos os ASICs disponíveis no mercado e também placas gráficas e processadores. É importante notar que embora seja possível minerar bitcoins, não é algo recomendado aos brasileiros, uma vez que o equipamento é caro, importado e possui taxas de importação - além da energia elétrica brasileira, que inviabiliza totalmente o processo.
Nota: Em processo de desenvolvimento: Guardando seus bitcoins e Ganhando bitcoins.

Unidades comuns do bitcoin

Unidade Abreviação Quantidade em bitcoin Uso Nome alternativo
Bitcoin BTC 1,00000000 Unidade básica, usada no client padrão. XBT
millibit mBTC 0,00100000 Padrão em diversos serviços. -
bit μBTC 0,00000100 Possível novo padrão a ser adotado. microbit
Satoshi - 0.00000001 Frequentemente usado para negociar altcoins, menor unidade possível. -

Comunidade brasileira

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CARTA DE RICK FALKVINGE SOBRE O HARD FORK DO BITCOIN E RUMOS

CARTA DE RICK FALKVINGE NA SUBREDDIT /BTC SOBRE O HARD FORK DO BITCOIN E RUMOS Traduzido por Criptonauta – https://reddit.com/useCriptonauta
Alguns conselhos para o Classic e apoiadores
Então parece que o hard fork está acontecendo. Muitas pessoas têm lutado duro e por bastante tempo para aumentar o limite do blocksize, usando maneiras variadas, e parece estar finalmente acontecendo.
O Core não aproveitou a última oportunidade disponível para incluir um aumento do limite do blocksize no 0.12, mas anunciou um candidato a lançamento sem essa característica. Então é isso, é quando o fork acontece ou não acontece. Nesse momento, baseado no apoio anunciado, o fork parece estar seguindo adiante. Muitas pessoas que apoiam o Classic estão sentindo um grande alívio, mesmo se pessoas saibam que esse esforço não está feito até que o gatilho do blocksize tenha sido ativado na rede. Está longe disso nesse momento – nem mesmo há um código lançado. Mas tudo parece estar indo na direção certa.
É importante refletir sobre como isso é mais do que uma discussão sobre funcionalidades. Essa é uma eleição do que as pessoas decidem vem a decidir as funcionalidades direção, qualidade e visão seguem adiante. E como Satoshi declarou, há apenas uma coisa que determina o resultado da eleição: qual código está produzindo a corrente mais longa. É assim que a democracia do bitcoin funciona, bem assim.
Essa não é uma seleção de funcionalidades. É muito maior do que isso. É uma eleição de governança e administração para o futuro.
Como na maioria das eleições, sempre há muita animosidade – em ambas as direções. Assim, calcanhares bateram firme, valas se tornaram trincheiras e preferências se tornaram prestígio, as pessoas estão começando a chamar umas às outras e a acusar o outro lado por não trabalhar no que é melhor para o bitcoin, e ativamente citando nomes específicos em contextos negativos.
Quando aqueles no poder fazer isso a você, você está sentindo tudo no livro entre ressentimento, menosprezo e ultraje. É fácil fazer a mesma coisa de volta. Há até mesmo sugestões de que o Core está deliberadamente sabotando o bitcoin em benefício de... uma seleção de atores.
Isso cria uma cultura tóxica levando ao ponto da eleição, onde as pessoas estão com medo de tomar atitudes positivas ao bitcoin em antecipação de toda a atenção negativa que se segue – pois em tal ambiente, praticamente toda a atenção será negativa.
Isso não ajuda aquelas pessoas incumbentes de posições de poder tenderem a “fazer aquilo que elas devem, porque elas podem” de forma a preservarem o status quo, não importa o quão pequena ou insignificante aquela incumbência seja – isso inclui tudo desde o apagamento de discussões pelo Theymos, via tolos ataques DDoS a nodos XT, à venenosa requisição de pull ao Classic, sobre matar todo o investimento em hardware de mineração. Ações como essas não são totalmente desculpáveis, mas eles ainda são humanos: pessoas tendem a cometer o erro muito humano de deixarem os fins justificarem os meios, com os fins sendo aquilo que acreditam ser o melhor para a rede bitcoin.
É claro, outras pessoas discordam do que é melhor para a rede bitcoin, e a toxidade segue até que o conflito seja resolvido. E além. A toxidade irá permanecer até que ativamente removida pela liderança.
É a responsabilidade do vencedor em qualquer racha terminar a tóxica cultura de animosidade de hostilidades e adversarialismo pessoal. Eu não posso reforçar isso o suficiente.
A história é cheia de exemplos onde os vencedores se recusaram a viver junto com os perdedores e reconstruírem juntos o mundo uma vez que o conflito foi resolvido. Isso nunca termina bem. Por outro lado, onde o oposto é verdade – o fim da segregação da África do Sul por Mandela como presidente me vem à mente como um bom exemplo de liderança aqui – pessoas aprendem a deixar a animosidade para trás.
Existe um thread muito upvoted sobre manter a moral alta no /btc, o que me faz feliz. Contudo, um esforço como o que estou descrevendo vai além de não se comportar mal. O lado vencedor deve ativamente assumir a responsabilidade pela reconciliação.
Muitas pessoas que submeteram código para o Core (e anteriormente) são coders habilidosos, e no final, trabalhando por suas visões. Essa visão não tem que ser incompatível com a visão do Classic, de forma alguma – pode ser apenas uma questão de prioridades de funcionalidades levemente diferente, com pessoas pretendendo colocar tudo lá, de qualquer modo.
Isso assume, é claro, que o hard fork ocorra. Nós ainda não estamos lá. Não tenha o sucesso como garantido; muitos projetos falharam por terem o sucesso como garantido.
(Eu também gostaria de saudar Jonathan Toomim por não participar do racha, e ao invés disso se focar em solucionar o problema para a aceitação da maioria das pessoas. MVP reais aqui.)
Alguns conselhos para o Core e apoiadores
É fácil sentir ressentimento nesse estágio, ter feito tanto trabalho duro e escrito tanto código de alta qualidade e ainda receber uma tempestade de merda por isso. Quando eu estava liderando o Partido Pirata Sueco no Parlamento Europeu, fui gradualmente me acostumando em receber uma barragem de granadas de críticas por tudo que eu fazia e pelo que não fazia, todos os dias, começando com quando eu havia ou não me levantado da cama pela manhã.
É muito difícil explicar o que isso faz à sua psique para alguém que não tenha passado por isso. Imagine que todo mundo está lá fora para pegar você, todos os dias, e lhe dando um esporro alto, o culpando por tudo, desde a laranja ser redonda até a má interpretação por um Mongol sobre o que você disse três anos atrás.
Não estou exagerando quando eu digo que as pessoas provavelmente poderiam piscar os olhos e irem usar camisas de força por muito menos.
Mas o ponto crucial quando se está numa posição de liderança é que, receber críticas por absolutamente tudo, é manter sua habilidade para classificar as críticas mais relevantes das dos motoristas no banco de trás, que fazem a vida de reclamar mas não contribuir. Você também tem que confiar em sua bússola interna da visão que você quer alcançar.
Do que eu posso dizer, o Core cometeu o erro comum, mas crucial, de se isolar da comunidade e assumir a posição de expert quando todo mundo mais está confiando nessa bússola interna sobre críticas externas, onde o Core está de alguma forma certo por definição – o desenvolvimento ocorre da forma quiser, ponto. Isso é muito perigoso para qualquer projeto open source / software livre. Outras pessoas são tão inteligentes quanto e podem ter experiência e habilidade consideráveis para avaliar as alegações feitas, e elas deveriam, não, devem ser seriamente levadas em consideração.
Para ilustrar apenas um ponto, vamos dar uma olhada aqui na solução de escala do Core, Segregated Witness.
Quando aplico minha experiência não-trivial em programação e design de sistemas – eu comecei a programar 37 anos atrás – eu vejo essas duas opções para escalar o bitcoin em curto prazo:
OPÇÃO UM – Mudar o limite do blocksize, aumentando para dois megabytes. Uma linha de código para a constante, aproximadamente dez LOCs para ativação do trigger lógico. Requer o upgrade de uma maioria de softwares de servidores.
OPÇÃO DOIS – Introduzir Segwit. Aproximadamente 500 linhas de código novo, dos quais pelo menos 100 no código hipersensível de consenso. Requer o upgrade da maioria dos softwares de servidores e todos os clientes/softwares de wallet e hardware de cliente/carteira, especialmente aqueles que precisam pagar dinheiro por um endereço arbitrário (como o Segwit apresenta um novo tipo de endereço que tanto o remetente quanto o destinatário devem lidar).
Quando os proponentes da escalabilidade do Core me dizem que a Opção Dois aqui é melhor porque é mais segura e tentam me fazer compreender essa afirmação, ou eu sou completamente insano ou a declaração é equivalente a “preto é branco e em cima é em baixo”. Não é somente contra toda a experiência em gerenciamento de risco em engenharia de software, é algo que vai tão longe que não reflete mais a luz do sol.
Quando eu tento entender mais e desafio a asserção de que a Opção Dois é mais segura – sobre o que devo dizer que são fundamentos muito bons – me é dito que eu deveria deixar o design para os experts e que eu não entendo o suficiente da complexa máquina que é o bitcoin. Eu sei, eu sou capaz de aprender complexidades, mas eu sou firmemente dito para nem tentar.
Essa não é a forma como teve sucesso em manter a comunidade. Isso não é como você quer fazer com que as pessoas usem seu código.
É claro, as pessoas são livres para rodarem quaisquer códigos que gostem. Mas as verificadas e balanços em uma comunidade de código aberto é simples: se a liderança por um projeto constrói algo diferente do que as pessoas querem rodar, elas irão rodar alguma outra coisa. É, portanto, do interesse da liderança escutar que software a maioria da comunidade quer usar. Esses interesses que competem fornecem as verificações e balanços.
Agora, eu entendo as complexidades de uma transferência de bloco vezes através do firewall chinês e que testes preliminares indicam que um full node típico está saturado com um bloco de 32 megabytes. Todavia, nenhum desses limites será alcançado por esse escalamento em particular. Também, quando indo por uma senda como essa, você trabalha em um problema por vez, resolve um gargalo por vez. As pessoas vêm sinalizando pela necessidade de aumentar o blocksize por... eu não tenho as datas aqui em mãos, mas deve ser por boa parte do ano, se não mais. Mais adiante no caminho, escalar a capacidade dos nodes pode ser feito de uma série de formas, desde GPUzar ECDSA para hardware especializado, mas isso não é o gargalo iminente.
Quando tal enorme quantidade de dados cruciais (na necessidade de aumentar o limite do blocksize) é ignorado, isso é feito sob o perigo do projeto.
As pessoas na comunidade bitcoin são geeks inteligentes, capazes de inalar quantidades absurdas de informação e cruzar referências entre todas elas. Se você é incapaz de explicar por que sua solução é melhor do que outra proposta, as pessoas ficarão extremamente insatisfeitas com a resposta “porque somos experts” – pois você deve assumir que outras pessoas na comunidade, em caso geral, são pelo menos tão inteligentes ou mais do que você é. É até mesmo possível que se você não puder explicar sua solução para uma mente aberta e inteligente, ela não seja uma boa solução.
Finalmente, algumas reflexões pessoais Infelizmente, eu acredito que o desenvolvimento do bitcoin perdeu o tato com necessidades de larga-escala durante o ano passado. No momento, há três casos de uso que todas as novas funcionalidades deveriam buscar melhorar:
Transferência de Remessa (Remittance): O ato de enviar dinheiro entre indivíduos em países diferentes.
Substituição de cartões de crédito: das perspectivas de tanto o pagador quanto do comerciante (dois casos de uso diferentes). Isso significa que um pagamento deve ser instantâneo, fácil, e muito mais barato do que uma operação via cartão de crédito. Esses três casos de uso diferentes devem ser frontal esquerda, direita e centro quando fazendo qualquer design na rede blockchain, até onde sei. Eles também reforçam a cada um quando fundos recebidos por remittance não tem que ser convertido em fiat para ser usado na compra de algo.
Se não houver lucro a ser feito no uso do bitcoin como substituto de pagamentos via cartão de crédito, bitcoin não será usado em escala. Desdobramento e ultrapassar sistemas legacy dependem inteiramente de ganhos financeiros na comercialização. A história começa e termina com essa observação.
É por isso que estou preocupado quando olho as características do 0.12. Não vejo nenhuma funcionalidade tendo como alvo algum desses três casos de uso. Fato é, eu vejo pelo menos uma funcionalidade degradando severamente a capacidade de substituir os cartões de crédito – RBF – e a falta de escalabilidade colocando em risco severamente, para não dizer removendo definitivamente, a lucratividade em substituir os cartões de crédito.
O que eu vejo, ao invés disso, é a engenharia pela engenharia. A pergunta de “quem é o cliente?” parece ter se perdido no processo. Enquanto é discutível que não haja clientes em um projeto open-source, de qualquer forma há uma importância em compreender onde os pinos da bola de boliche estão para uma tecnologia disruptiva como essa – e certamente não é no tempo de inicialização de um novo node. Eu argumentaria que, ao invés disso, os pinos da bola de boliche são os três casos de uso que listei acima, e adoraria ver um foco mais forte em casos de uso tangíveis indo em frente mesmo se as pessoas discordarem com minhas escolhas de casos.
Para o alto e avante. O bitcoin irá se recuperar e continuar.
Vamos todos aprender com essa experiência.
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Explicando o Bitcoin.

Explicar o Bitcoin para novos usuários não é uma tarefa fácil, há muitos erros sobre a moeda virtual até mesmo na mídia sobre bitcoins. Para contribuir com a difusão do conhecimento sobre esta tecnologia. Deixo este post.
Bitcoin
Bitcoin é um dinheiro eletrônico P2P baseado em criptografia de chave publica que permite pagamentos online serem feitos sem intermédio de nenhuma uma instituição financeira.
Criptografia
O bitcoin usa a criptografia de chave publica, os endereços bitcoins nada mais são do que o hash da chave publica a qual é derivada da chave privada. Somente quem tem a chave privada correspondente ao endereço bitcoin pode gastar o valor que está endereço.
Exemplo de Chave Privada em formato Hexadecimal:
a2d3c4a4ae6559e9f13f093cc6e32459c5249da723de810651b4b54373385e2 
Exemplo de Chave Privada em formato WIF (Wallet Import Format) ( Formato de Importação de Carteira)
5K7EWwEuJu9wPi4q7HmWQ7xgv8GxZ2KqkFbjYMGvTCXmY22oCbr 
Exemplo de Endereço correspondente a chave privada ( Não use este endereço e esta chave).
1Q7f2rL2irjpvsKVys5W2cmKJYss82rNCy 
Endereços podem ser verificados em:
https://blockchain.info/address/<**endereço-bitcoin**> https://blockchain.info/address/1Q7f2rL2irjpvsKVys5W2cmKJYss82rNCy 
Tanto o endereço quanto a chave privada podem serem transmitidos de forma ótpica usando código QR, o qual pode ser lido por smartphones e dispositivos móveis.
Para se ter segurança a chave privada deve ser o mais aleatória/ randômica o possível além de ser armazenada com criptografada e senha.
Carteiras
Como dito novamente uma carteira bitcoin não armazena bitcoins. A carteira é um software que cria e protege chaves privadas com criptográfia e senha e envia transações a rede bitcoin para transferir balanços de bitcoin do endereços que tem a chave privada. Há três tipos de software de carteira: A carteira local, a e-wallet (carteira hospedada em sites) e carteira bitcoin impressa em papel.
Carteiras Locais
Exemplos de carteira local são o bitcoind e sua inteface gráfica bitcoin-qt (que é o cliente original criado por Satoshi Nakamoto) cuja desvantagem é baixa todo o arquivo do blockchain que agora são mais de 20 GB. Outras carteiras são o Electrum (a qual não baixa todo blockchain). Existem também carteiras bitcoins para smartphones.
Carteiras E-Wallet
Apesar de os bitcoins (diga-se as chaves privadas) serem mais seguros de serem guardadas localmente e não ser preciso de nenhuma instituição financeira para realizar transações, as carteira online tem certas vantagems tais como:
Vantagens:
Desvantagens:
Carteira impressa, em Papel ( Paper Wallet)
Uma carteira de papel é somente a chave privada e o endereços impressos em papel com código QR ou impressos. A carteira de papel pode ser usada para vender se bitcoins em um caixa eletrônico por exemplo ou para um armazenamento mais seguro da chave privada.
Rede Bitcoin
Blockchain:
Todas transações são armazenadas no "blockchain" que é um banco de dados que armazena os endereços, balanços de cada "endereço" e o codigo das transações. Cada participante da rede armazena uma copia do arquivo blockchain que roda um client "full node" ou um cliente completo que baixa todo o arquivo blockchain.
Cada transação é transmitida para todos participantes da rede e armazenada em nos arquivos "blockchain" de cada cliente.
Mineiros: Computadores que rodam o software de mineração ou hardwares especiais que resolvem um problema matemático difícil que consome muita energia, processamento e memoria e a cada vez que resolvem o problema recebem como recompensa um balanço, quantidade de bitcoins pelo algoritmo. Os "Mineiros" criam bitcoins e validam transações.
Moedas: Não existem moedas "coins" na rede bitcoin, o que existe é um balanço quantidade bitcoins, um mero número associado a um "endereço". Esta quantidade de bitcoins é armazenada no blockchain, isto é, em toda a rede. Somente pode realizar transferências de bitcoins contidos em um endereço quem tem a chave privada associada a ele. Perde-se os bitcoins quando se perde a "chave privada".
Carteira/ Wallet
Existem dois tipos de carteiras E-Wallet (Carteiras Remotas) e carteiras locais. A carteira bitocoin local é um software ou que pode criar "chaves privadas", endereços bitcoins através da chave privada e trasnferir o balanço bitcoin contido no endereço.
Privacidade e Segurança
Privacidade
Segurança
Obtendo-se Bitcoins
Existem várias formas de se obter bitcoins:
Formas de Pagamento/ Recebimento em bitcoins:
Pagamento em Bitcoins.
  1. O vendedor fornece seu endereço bitcoin.
  2. O comprador que pagará usando bitcoin com sua "carteira" wallet e chave privada transfere os bitcoins de seu endereço para o endereço do vendedor. A carteira pode tanto rodar em computador, celular ou ser uma e-wallet.
  3. O vendedor espera de 5 a 7 confirmações.
Comprando-se Bitcoins
Método 1: Trocar Bitcoin diretamente por dinheiro
  1. O comprador de bitcoins fornece seu endereço bitcoin ao vendedor.
  2. O vendedor com sua "carteira" Wallet transfere os seus bitcoins para o endereço do comprador e recebe dinheiro em troca.
  3. O comprador verifica se houveram confirmações da transação e checa seu balanço.
Método 2: Comprar chave privada 1. O comprador de bitcoins compra uma chave privada impressa em papel ou formato digital com a chave privada, o endereço e quantidade que estar a comprar.
  1. O comprador verifica o balanço do endereço e transfere com a chave privada dada para algum endereço seu associado a outra chave que tenha criado.
  2. Este método é mais usado com caixas eletrônicos, a chave privada pode vir impressa em bilhete em formato alfa-númerico e com código QR.
Desafios
Sumário:
- Dinheiro Digital - Descentralizado - Banco Virtual ( Você pode ser seu próprio banco) - Rede de pagamentos - Anti Inflacionário, finito de modo a emular o "ouro" - Não pode ser confiscado - Não pode ser apreendido pelo governo - Baseado em criptográfia 
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Tudo sobre o Bitcoin: a história, os usos e a política por trás da moeda forte digital *Gizmodo*

Fonte Gizmodo
Em abril de 2013, visitei um prédio ocupado em Londres e fui apresentado a um grupo de ativistas políticos e hackers que trabalham para transformar a maneira como entendemos e usamos o dinheiro, visando uma reestruturação do próprio sistema financeiro e a criação de uma nova organização econômica. Formado por jovens que se conheceram no Occupy London (protesto que ocupou as imediações da catedral de St. Paul’s entre outubro de 2011 e junho de 2012), o squat fica no coração da cidade, bem próximo ao centro bancário, e se tornou o ponto de encontro informal da comunidade interessada em bitcoins e em criptomoedas na capital inglesa. Lá ouvi sobre os esforços daqueles que estão criando o ecossistema da primeira moeda digital, descentralizada, anônima e instantânea do mundo – o Bitcoin (BTC) – e como o conceito lançado por ela pode libertar o dinheiro e dar mais poder às pessoas para gerenciar suas finanças.
Era insólito ser apresentado a uma utopia com tamanho potencial transformador para a economia em um ambiente como aquele – um edifício comercial gigantesco e quase deserto, ainda com luzes e água funcionando, paredes inteiramente grafitadas e alguns gatos pingados espalhados pelas salas. “Bitcoin é um sistema econômico alternativo que usa moedas digitais e que se auto-regula com base em um sistema de mineração informatizado, criptografia de chave pública e um arquivo que registra todas as transações feitas. É uma solução para o futuro do dinheiro digital”, me explicou Amir Taaki, programador inglês que se envolveu com o sistema nos seus primórdios e era meu contato no local. De moicano em riste e vivendo apenas com o que cabe em uma mala, Taaki parecia um mensageiro improvável para a mais recente novidade econômica. Mas as aparências enganam – ele aprimorou partes do código, fundou dois câmbios e uma consultoria sobre o tema e é o organizador de uma conferência que chega à sua segunda edição em novembro deste ano.
Apesar de ainda viver seus primeiros dias e contar com um caráter experimental, a moeda vem crescendo e apresentando uma série de vantagens teóricas em relação ao sistema bancário tradicional – transferências de pessoa a pessoa sem o intermédio de bancos ou regulação central, taxas menores, abertura fácil de contas e poucos pré-requisitos para começar. Reunindo um grupo de interessados na moeda, o ambiente estava elétrico naquela noite, movido principalmente pela alta histórica da moeda hacker. Em tempos de crises como a do Chipre, onde o governo ameaçava confiscar uma parte das economias bancárias da população e usá-la para pagar a dívida de bancos, a ideia de uma moeda descentralizada e livre das garras do sistema financeiro e político ganha um interesse ainda maior.
Diversas empresas já tornam possível comprar uma grande variedade de itens com bitcoins – uma nova leva de startups já vende legalmente casas, computadores, guitarras e pizzas em troca da criptomoeda, que também pode ser trocada por prata ou ouro em câmbios especializados. Com a maior atenção da mídia para o assunto, algumas companhias de tecnologia também se equiparam para receber pagamentos em Bitcoin – WordPress, Mega e Reddit entre elas. Atualmente, a maioria das companhias aceitando bitcoins são digitais, mas alguns (poucos) locais físicos despertam para o crescente mercado. Hoje, a moeda flutua pelo mundo digital. Mas grandes cidades já se adaptam à nova economia, e Berlim já oferece cafés, bares, restaurantes e lojas de discos que aceitam bitcoins.
Estipula-se que a experiência do Chipre e a má situação da economia espanhola aumentaram a demanda por bitcoins e foram dois fatores decisivos para a impressionante alta do valor das moedas em 2013 – durante o mês de abril, cada moeda chegou a valer US$ 266. Alguns dos que estavam reunidos comigo naquele squat puderam se tornar milionários com a atualização nos valores, quase que da noite pro dia. Posteriormente, a economia teve uma queda motivada por ataques a um site de câmbio e hoje cada bitcoin vale US$ 120, ainda assim um valor alto se pensarmos que em janeiro 1 BTC saia por US$ 13,50.
A alta no preço das moedas reflete uma maior demanda por elas, que são limitadas. Tal procura pode ser motivada por diversos fatores (maior exposição na imprensa, incerteza econômica em países europeus ou mero faro de que aquele projeto poderia se valorizar). Já a ‘quebra’ subsequente parece ter sido arquitetada, com o Mt. Gox (maior câmbio de bitcoins) tendo sofrido uma série de ataques DDoS que tinham como objetivo justamente a desestabilização do seu serviço e a queda do valor das bitcoins, que puderam ser readquiridas por muito menos e, com o decorrer do tempo, passaram a crescer novamente. Por ser puramente digital, o Bitcoin sofre de ameaças digitais: atualmente, um DDoS pode balançar a economia.
Se para alguns se trata apenas de uma bolha e um esquema para que os usuários antigos ganhem em cima dos novos, outros enxergam no conceito “a ideia mais perigosa da internet” e um potencial para revolucionar o sistema financeiro e criar uma economia paralela, gerida para e por pessoas. O protocolo do dinheiro eletrônico peer-to-peer não depende da confiança em uma autoridade monetária central e permite transações semi-anônimas e quase livres de impostos e taxas, mesmo no caso de envios para o exterior. Em poucos segundos é possível transferir dinheiro para o outro lado do planeta, de uma pessoa para outra, sem a intermediação de bancos ou regulações governamentais. Pode parecer exagero, mas os defensores do Bitcoin defendem que o impacto social e econômico do projeto pode ser comparável ou até maior do que o da própria internet. O objetivo último é transformar a maneira como enxergarmos o que é dinheiro e os canais pelos quais ele é escoado. A ideia é potencialmente disruptiva – em uma sociedade que se organizasse em torno de um conceito financeiro como esse, não existiriam fronteiras ou intermediários entre você e seu capital, e ninguém teria a chave-mestra para a sua conta ou decidiria para quem pode ou não transferir dinheiro. Ao mesmo tempo, ninguém se responsabilizaria no caso de desvios ou problemas quaisquer, assim como nada garante que o valor da moeda se mantenha.
Bitcoins são mais ou menos como o ouro. Como o metal precioso, elas têm que ser ‘garimpadas’ na internet através de usuários de uma aplicação gratuita que libera bitcoins em troca de um esforço computacional na resolução de problemas matemáticos complexos, que ajudam a verificar e divulgar todas as transações. A rede possui um banco de dados que se expande em blocos, que são gerados mais ou menos a cada dez minutos e que contêm todas as transações realizadas – mantendo a privacidade dos usuários, as trocas ficam abertas e podem ser checadas. Trata-se de uma medida de segurança que visa impedir que uma bitcoin seja gasta duas vezes. Com cada bloco sendo gerado com base no anterior, é impossível corromper o sistema e inserir moedas ou transações falsas.
O ‘garimpo’ se dá de forma que a quantidade de fundos disponibilizada é ajustada em uma crescente previsível e controlada – apenas 21 milhões de bitcoins serão criadas, com uma escala pré-definida sobre a liberação delas até 2040 – tudo isso para evitar a versão digital do “basta imprimir mais dinheiro, oras”. Os mineradores são responsáveis por adicionar ‘blocos’ de transações na rede, ganhando por isso uma recompensa em bitcoins. Tecnicamente, qualquer um pode se tornar um minerador e ganhar bitcoins, mas com o tempo os problemas se tornam mais difíceis e apenas equipamentos especializados e de alta capacidade podem ajudar a resolvê-los. Supercomputadores são usados para isso, e assumem o posto de perfuradoras digitais. Hoje em dia, o equipamento para mineração já evoluiu para caros sistemas computacionais adaptados para competir por novas bitcoins, e já é bem difícil que um novato entre no jogo. Da escassez nasce o valor do Bitcoin – assim como o ouro, a demanda é limitada e o esforço para consegui-lo é cada vez maior.
Alguns dias depois do encontro com a comunidade Bitcoin em Londres, adquiri minhas primeiras moedas e comecei a pesquisar como tudo isso funcionava na prática. Adquirir a moeda é relativamente simples, mas todo o processo e suas diferenças para o sistema bancário tradicional podem afastar o leigo. Para quem não tem os conhecimentos técnicos necessários ou o interesse para iniciar uma operação de mineração, pode-se conseguir bitcoins ao vender serviços ou bens e cobrar na moeda, comprá-las de alguém (existem inúmeros sites para isso, como o LocalBitcoins) ou trocar euros ou dólares em câmbios especializados, sendo o maior deles o Mt.Gox, empresa japonesa que processa quase 80% das trocas. Com a popularização, novos e mais práticos meios de receber bitcoins estão sendo desenvolvidos, empresários já trabalham em caixas eletrônicos e também já existe uma versão física do dinheiro eletrônico.
Ao adquirir bitcoins, as moedas ficam arquivadas em uma ‘carteira digital’ no seu computador na forma de códigos de 64 caracteres cada. Uma das maneiras mais simples de consegui-las é com o uso de um processador de pagamentos como o BitInstant, onde você deposita dinheiro e, ao pagar uma pequena taxa, recebe o valor depositado em BTC na sua carteira digital (Bitcoin-QT ou Coinbase são boas opções). Através do programa, é possível arquivar moedas e também mandar e receber de outros, mas vale fazer um adendo: tome cuidado ao escolher as empresas ou pessoas com quem fará negócio em BTC, já que as transações são irreversíveis e a única opção no caso de algum engano é esperar que o outro lado da linha devolva os seus fundos. Se você decidir se aventurar no mundo BTC, também aconselho a leitura mais detalhada dos diversos meios para garantir a segurança da sua carteira.
Para fazer uma transferência, basta declarar a quantia através do programa escolhido, assinar digitalmente com a chave privada dada a cada endereço e digitar também o código daquele que recebe. A transação é então verificada pelos mineradores que, se aceitarem o procedimento, gravam os registros e distribuem por toda a rede. A partir desse momento, o dinheiro já está em posse da outra pessoa, como saldo disponível em sua ‘carteira digital’. Aqui, o minerador funciona como intermediário, mas nunca como regulador da moeda.
Com moedas em caixa e entendendo melhor como tudo isso se dá no mundo real, hora de explorar as origens e o potencial da moeda hacker.
O resto da Materia pode ser liga aqui http://gizmodo.uol.com.btudo-sobre-o-bitcoin/
Rafael Cabral tem 25 anos e é um jornalista interessado na intersecção entre internet e política. Iniciou sua carreira como repórter do caderno Link, n’O Estado de S. Paulo, e desde então já publicou matérias em diversos meios, quase sempre relacionadas a tecnologia. No último ano esteve flanando por Londres, onde conheceu a galerinha maneira do Bitcoin
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**A moeda vitual Bitcoin quebra a marca dos mil dólares**

O valor de um único bitcoin ultrapassou US$ 1.000 (£ 613), pela primeira vez, de acordo com MtGox, um dos principais mercados da moeda virtual.
Valor do Bitcoin tem aumentado rapidamente desde uma audiência do comitê do Senado dos EUA, no início deste mês.
A confiança cresceu após a comissão ter descrito as moedas virtuais como um "serviço financeiro legítimo".
O Bitcoin se tornou popular em parte devido ao fato de ser difícil de rastrear transações.
A moeda está muitas vezes ligada à atividade ilegal online.
Os clientes que utilizam a Rota da Seda - um site de venda de drogas ilegais que foi fechado no mês passado – teriam pago por bens usando Bitcoin.
Muitos tiveram medo de que a repressão faria com que o valor despencasse, mas a crescente confiança de que as autoridades reguladoras não buscariam proibir a moeda iminentemente permitiu ver seu preço subir.
Os entusiastas dizem que é uma forma altamente eficiente de lidar com transferências monetárias globais.
"Tem sido incrível assistir o Bitcoin ir de zero a U$ 1.000 em apenas cinco anos", disse Mike Hearn, um desenvolvedor Bitcoin.
"É fácil esquecer que o verdadeiro valor do Bitcoin não está em uma taxa de câmbio arbitrária, mas em sua capacidade de permitir novas aplicações e serviços que não são possíveis com redes de pagamento de hoje."
Audiência no Senado
A audiência do Senado dos EUA no início deste mês foi motivada pelo fim da Rota da Seda.
Representantes do Departamento de Justiça e da Comissão Bancária de Títulos e Câmbios foram convidados a apresentar as suas opiniões sobre as moedas virtuais para o comitê, e vem sido recebidas cartas de reconhecimento do FBI e do Banco Central dos EUA.
"Moedas virtuais, talvez mais notavelmente o Bitcoin, tem capturado a imaginação de alguns, colocado medo em outros, e confundiu o resto de nós pra danar", disse o presidente do comitê, senador Thomas Carper, no discurso de abertura.
O FBI, em uma carta ao comitê, disse reconhecer que as moedas virtuais têm oferecido "serviços financeiros legítimos", mas que poderiam ser "exploradas por usuários mal-intencionados".
Mythili Raman, o chefe da Divisão Criminal do Departamento de Justiça, disse à comissão: "Temos visto aumento do uso de tais moedas por traficantes de drogas, traficantes de pornografia infantil, e autores de esquemas de fraude em grande escala".
Mas o Bitcoin, lentamente, começa a ser usado para outros fins mais legítimos.
Em outubro foi aberto o primeiro caixa eletrônico Bitcoin em Vancouver, Canadá - a máquina permite aos usuários trocar bitcoins por dinheiro e vice-versa.
Embora um bitcoin inteiro possa valer mil dólares, é possível pagar por bens usando frações de bitcoins.
Por exemplo, o site pizzaforcoins.com oferece duas pizzas por 0,02160 bitcoins.
Flutuações Selvagens
O valor do Bitcoin tem flutuado ao longo do último ano. Em janeiro, ele foi negociado a cerca de U$ 20.
Em abril, uma venda em massa provocou a queda do valor de um bitcoin de 260 dólares para 130 dólares em apenas algumas horas. O mercado MtGox disse que havia feito um grande esforço para lidar com um entrada repentina e "bastante surpreendente" de novos usuários.
A moeda virtual também foi rapidamente adotado na China, onde um mercado - o BTC China - é dito ser o mais ativo no mundo.
Uso de Bitcoin na China tem sido atribuído ao fato de ser uma forma eficaz de conseguir dinheiro de forma confiável fora do país.
Vários mercados de Bitcoin foram criados em todo o mundo, com o MtGox sendo o mais proeminente.
Normalmente, cada mercado vai mostrar um valor diferente - isto é devido à dificuldade em trocar bitcoins por moeda real, um processo que pode exigir a transferência de fundos através de vários bancos em diferentes países. Cada banco provavelmente iria cobrar uma taxa para essas transações.
A volatilidade do Bitcoin tem feito com que alguns não se refiram a ele como uma "moeda" de verdade, mas, em vez disso o vêem como um estoque ou mercadoria.
Como o Bitcoin Funciona
Bitcoin é muitas vezes referido como um novo tipo de moeda.
Mas pode ser melhor pensar em suas unidades como sendo fichas virtuais em vez de moedas ou notas físicas. No entanto, como toda moeda, seu valor é determinado pela quantidade de pessoas que estão dispostas a trocá-la.
Para processar transações de Bitcoin, um procedimento chamado de "mineração" deve ocorrer, o que envolve um computador resolvendo um problema matemático difícil com uma solução de 64 dígitos.
Para cada problema resolvido, um bloco de bitcoins é processado. Além disso, o minerador é recompensado com novos bitcoins .
Isto fornece um incentivo para as pessoas fornecerem poder de processamento de seus computadores para resolver os problemas.
Para compensar o crescente poder de processamento dos computadores, a dificuldade dos quebra-cabeças é ajustada para garantir um fluxo constante de cerca de 3.600 novos bitcoins por dia.
Existem atualmente cerca de 11 milhões de bitcoins.
Para receber um bitcoin um usuário deve ter um endereço Bitcoin - uma série de 27-34 letras e números - que atua como uma espécie de caixa de correio virtual para o qual os bitcoins são enviados.
Como não há registro desses endereços, as pessoas podem usá-los para proteger seu anonimato ao fazer uma transação.
Esses endereços são por sua vez armazenados em carteiras Bitcoin que são usados para gerenciar as reservas de bitcoins.
Eles funcionam como contas bancárias de gestão privada - com a ressalva de que, se os dados são perdidos, os bitcoins também o são.
Análise de Rory Cellan-Jones, correspondente de tecnologia
Tem sido um ano extraordinário para a moeda, o que atrai discípulos e odiadores em quantidades semelhantes.
Em janeiro, quando apenas uma banda dedicada de libertários e uber -geeks sabia mais sobre ele, um bitcoin valia menos de US $ 20 - mas quando as pessoas começaram a escrever sobre suas vantagens , o valor aumentou.
Então, em outubro, quando o FBI fechou a Rota da Seda - o mercado de drogas on-line onde Bitcoin foi o principal meio de troca -, e ele caiu em mais de 20% em poucas horas.
Mas na semana passada foi dado o selo de respeitabilidade quando uma audiência do Senado dos EUA ouviu depoimentos brilhantes sobre o seu potencial, com funcionários da administração do presidente Barack Obama, comparando os seus méritos com os da internet.
Existe agora um crescente conhecimento e interesse no Bitcoin entre os funcionários responsáveis pela aplicação da lei, entidades reguladoras e economistas. E, embora ainda haja muito ceticismo sobre a sua segurança, a ideia de uma moeda virtual para a internet criou raízes.
Mas os investidores devem ficar atentos - qualquer um que entrar na onda pode ter garantido um crescimento instável.
Original em: http://www.bbc.co.uk/news/technology-25120731
Traduzido por Sarah Alexandre
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Mineração de Bitcoin em Português Claro

Por David Perry
Meus leitores regulares provavelmente já devem estar cientes de que eu estou mais do que envolvido com o Bitcoin. Se você não sabe o que é Bitcoin – bem, primeiramente, você provavelmente está lendo o artigo errado, mas vá em frente e assista este vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=Um63OQz3bjo) e você, provavelmente, se inteirará do assunto. Um dos pontos mais comumente confusos para os novos Bitcoiners é o conceito de mineração (http://www.weusecoins.com/en/mining-guide). A maioria dos novatos em Bitcoin não consegue ter uma boa compreensão do conceito e praticamente todo artigo sobre o assunto (incluindo este) vai preveni-lo que o assunto é altamente técnico e não é para os fracos de coração.
E ainda, o tópico sobre mineração parece ser a fonte da maioria das perguntas sempre que eu converso com alguém sobre Bitcoin – e por que seria diferente? Ele é o mecanismo pelo qual a moeda é emitida, e emissão é um tópico de importante compreensão se você for usar e confiar em uma moeda; e o mecanismo de emissão do Bitcoin é, infelizmente, bastante complexo e técnico. Este artigo irá tentar quase o impossível: uma minuciosa explicação sobre como funciona a mineração, mas sem qualquer um dos detalhes específicos que podem assustar os leigos na sala.
Agora eu vou tentar meu máximo para evitar termos técnicos, mas existem alguns conceitos e termos fundamentais que são absolutamente vitais de entender se você quiser quebrar a cabeça minerando. Eu vou reduzi-los ao mínimo e explicá-los da forma mais simples possível.
Então o conceito básico de mineração de Bitcoin é que há um pequeno pacote de cada bloco onde estão contidos dados aleatórios e sem sentido, e mineradores de Bitcoin pegam todos os dados do bloco atual, embaralham esse pacote aleatório e calculam o hash da coisa toda. Lembre que enquanto hashes são fáceis de reproduzir, eles são impossíveis de prever e parecem funcionar de forma randômica, então o minerador não tem uma forma de prever qual pacote de dados aleatórios vai produzir o hash “vencedor”, ele pode apenas permanecer convertendo aquele pacote até obter o resultado que ele está procurando. Eventualmente, alguns mineradores acham em algum lugar um pacote de dados aleatórios que produz um hash que é menor que um determinado valor, o qual é determinado pela dificuldade, e submetem esse bloco acompanhado de seu hash à rede Bitcoin. Uma vez que a rede confirme que a solução está correta, o minerador é recompensado com um número de Bitcoins.
O número de Bitcoins na recompensa depende de determinado número de fatores. Há uma recompensa base incluída em cada bloco para encorajar a atividade de mineração enquanto o Bitcoin ainda está nos estágios iniciais – atualmente a recompensa é de 50 bitcoins, mas de vez em quando a recompensa é cortada ao meio até eventualmente chegar a zero. Algumas transações cobram uma taxa de transação, que também vai para os mineradores. Futuramente essas taxas de transação serão a única recompensa pela mineração, mas a esperança é que nesse período haverá transações suficientes (e, portanto, taxas suficientes) para fazê-la valer a pena.
Bem no início, o número de mineradores e a qualidade de seus equipamentos era tão baixa que o que eu descrevi acima era tudo o que existia: um punhado de computadores domésticos fazendo um monte de cálculos matemáticos na máxima velocidade e a maioria deles conseguia alguns milhares de Bitcoins a cada dia. Hoje, entretanto, já existem tantos mineradores e seus equipamentos são tão mais rápidos que U$ 1000 em equipamento para mineração iria gastar entre dois a três meses trabalhando antes de conseguir resolver o primeiro bloco. Algo precisava ser feito.
Grupos de mineração surgiram para resolver este problema. O conceito é simples: Um punhado de mineradores trabalham juntos para resolver blocos e quando o grupo resolve um, eles dividem seus ganhos da forma que acharem mais justa. Existem, é claro, divergências entre os grupos sobre qual a melhor forma de dividir os lucros, mas esta discussão bastante técnica é para outro artigo.
Estes são os mecanismos básicos, mas existem algumas coisas importantes que podem não ter ficado óbvias à primeira vista
Se algo não está claro ou se você acha que há algo que valha a pena ser acrescentado, deixe-me saber nos comentários e eu farei meu melhor para deixar todos felizes!
Atualização: Este post tem ganhado muita atenção ultimamente e eu tenho sido inundado de comentários com variações da mesma pergunta: “Para qual propósito serve a mineração?”.
A resposta é dupla:
Distribuir moedas é uma tarefa fácil se você tem uma autoridade central – essa autoridade simplesmente imprime algum dinheiro e decide para quem dá-lo. Quando você não tem uma autoridade central e você não quer nenhum idiota imprimindo toneladas de moeda a vontade e destruindo seu suprimento de moedas com inflação, você tem alguns problemas complicados para resolver. Mineração resolve esse problema ao incluir um difícil problema de “proof-of-work” em cada protocolo do Bitcoin para o qual a recompensa é uma unidade de moeda.
Essa é a parte da explicação que fica longa e complicada – realmente longa e complicada. É a toca do coelho e mais um pouco, mas se você está disposto a descer por esse buraco do coelho, o melhor lugar para começar é provavelmente este post (http://www.mail-archive.com/[email protected]/msg09997.html) do criador do Bitcoin Satoshi Nakamoto. Para uma explicação mais generalizada, eu recomento o artigo da Wikipedia (http://en.wikipedia.org/wiki/Proof-of-work_system) sobre sistemas de “proof-of-work”. A versão curta da explicação: é um método para resolver transações conflitantes e prevenir gastos duplos. Texto de origem http://codinginmysleep.com/bitcoin-mining-in-plain-english/
Tradução por: Sarah Alexandre
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O QUE VEM DEPOIS DO BITCOIN?

O bitcoin parece estar em toda parte. Programas de TV aberta, revistas de economia, amigos no Facebook e até outdoors em avenidas “falam” dele (nesse último caso, numa campanha de entusiastas, em São Francisco, nos Estados Unidos). A cotação da moeda virtual decolou de menos de US$ 1, em 2009, para quase US$ 1 mil, nas últimas semanas. O BTC – esse é o código comercial – já serve para comprar quase tudo, de sanduíches orgânicos a viagens ao espaço. Seja ele o dinheiro do futuro ou uma nova bolha especulativa, uma coisa parece certa: a porta que foi aberta, pela qual o mundo enxergou uma forma mais flexível de fazer transações online, não se fechará mais. Um batalhão de novas moedas digitais e tecnologias promissoras já aproveita o embalo para avançar rumo a essa prometida nova ordem monetária.
O bitcoin mostrou que é possível existir uma moeda descentralizada, não regulada por governos ou bancos centrais. O mérito de seu criador, uma figura desconhecida que usava o pseudônimo de Satoshi Nakamoto, foi formular um elegante preceito matemático que garante a segurança do sistema. Funciona assim: cada transação é validada por um grande número de computadores de usuários (os mineradores) pelo mundo, de forma que ninguém tenha capacidade de processamento maior que essa rede (para evitar operações fraudulentas). Como recompensa, esses usuários recebem novos bitcoins, que serão criados até o limite de 21 milhões de unidades, por volta do ano de 2140. Além disso, todas as transações ficam registradas numa espécie de lista pública.
Entusiastas afirmam que a grande contribuição do BTC foi cultural. Ele uniu uma vasta rede de pessoas interconectadas por uma causa que agora parece ser o futuro inevitável: usar a internet para enviar dinheiro, com menos taxas e burocracia. Se olharmos em perspectiva, ainda que exista essa profusão de seguidores, o bitcoin é coisa de nicho. Para se tornar um novo dólar ou euro, há alguns empecilhos. Primeiro, é difícil de usar. Mandar e receber moedas significa ter de lidar com conceitos como blockchain e public ledger, além de chaves necessárias para cada transação, coisas como 17EC4TXZRzr4UbmrkMc7gUEuCtn73xhTeN.
Também existem questões como a alta volatilidade, a suspeita de que milhares de chineses andam especulando com a moeda e, principalmente, os problemas de uso criminoso do dinheiro virtual. O caso mais notório envolveu o Silk Road, um supermercado online de drogas e armas fechado em 2013, no qual o BTC – por permitir anonimato – era a moeda corrente.
Por todos esses problemas, o bitcoin pode vir a confirmar uma conhecida tese sobre produtos de sucesso: o pioneiro raramente se torna o líder do mercado. Google, Facebook, Apple e outras empresas vencedoras não inventaram seus produtos – já existiam buscadores, redes sociais e computadores antes. Assim como a Coca não inventou o refrigerante e o McDonald’s não foi a primeira lanchonete a vender hambúrgueres. (Cabe a observação: o bitcoin não foi a primeira moeda digital, mas criou os conceitos que agora são usados por todas as outras, por isso é vista como pioneira.)
Como era previsível, várias candidatas já estão no jogo para tentar ser a Apple ou o Facebook dessa teoria. Receberam até um nome na comunidade dos internautas: criptomoedas 2.0 (veja o quadro abaixo). Ainda que nenhuma possa ser declarada vencedora, cada uma expande a seu modo os caminhos para o futuro do dinheiro. “As moedas digitais marcam uma mudança significativa no sistema financeiro, porque são capazes de prover uma cadeia de troca de valores descentralizada”, diz David Furlonger, vice-presidente da consultoria Gartner Group e uma das maiores autoridades em futuro das finanças. “Mas, no momento, nenhuma delas é mais relevante que as outras. O hype em torno do bitcoin é apenas isso: hype.”
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Na última contagem do site coinmarketcap.com existiam cem moedas digitais, com nomes como quark, mastercoin ou devcoin. Juntas, somam por volta de US$ 10 bilhões em circulação. Quase todas são versões modificadas do bitcoin. A maioria também usa a mineração digital. Entre as que se destacam está o litecoin (ou LTC). Sua contribuição: pode ser minerada por computadores comuns, enquanto o bitcoin acabou restrito a donos de supermáquinas – o que pode criar distorções no futuro. Assim, o tempo para uma transação ser confirmada cai de dez minutos (no BTC) para dois e meio (no LTC), em média.
“Essa segunda geração tem moedas lançadas por companhias bem financiadas e com fundadores experientes, inclusive alguns que participaram da história do bitcoin. O dinheiro graúdo chegou à nossa área, permitindo que mais camadas de segurança e inovação sejam adicionadas”, diz Chris Larsen, CEO do Ripple Labs, que cunhou a moeda digital ripple.
O ripple também tem se destacado. Já é a segunda maior em volume circulante (juntas, ela e o BTC formam quase 90% dos US$ 10 bilhões virtuais). Recebeu aportes de investidores badalados do Vale do Silício, como o Google Ventures, o Founder’s Fund e o Andreessen Horowitz. O ripple, na verdade, são duas coisas. É uma moeda baseada em matemática (como o bitcoin), cujo símbolo é XRP. Mas também é um novo protocolo financeiro para a internet. Para entender, vale uma comparação entre dinheiro e e-mails. São os protocolos de e-mail que permitem que um usuário do Hotmail, por exemplo, mande mensagens para um do Gmail, de graça e instantaneamente. O ripple quer fazer isso entre moedas e bancos.
Quem cria uma “carteira ripple” pode mandar, por exemplo, US$ 1 mil para uma sobrinha na Austrália com razoável facilidade – e com taxas na faixa de 0,5%. Mas também pode mandar ouro, milhas aéreas, café e qualquer coisa que tenha um valor acordado. Inclusive bitcoins. “Dá para fazer pelo próprio banco, até sem saber que por trás da operação estará o protocolo”, diz Larsen. “Antes do bitcoin, ninguém achava que era possível fazer transações pela internet sem um operador central. Agora o mundo sabe como fazer isso. Mas estamos apenas na pré-história dessa evolução”, afirma. No momento, o protocolo já opera mais de 50 moedas e existem 65 mil contas criadas – número que, segundo Larsen, cresce 7% por semana.
Assim como o ripple, outra moeda, chamada next (símbolo: NXT), traz uma inovação importante: ela permite que você adicione novas funcionalidades aos protocolos. Por exemplo, criar contratos. Eles podem servir para executar pagamentos de um serviço, ou fazer operações parecidas com um “débito automático”, mas para a transferência de valores. Como são plataformas de código aberto, permitem que qualquer contrato seja criado, dependendo só da habilidade do programador.
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Para mandar dinheiro entre pessoas, protocolos como os do ripple ou do next encontram ordens de compra e venda – como no sistema financeiro – e acham um caminho para mandar o dinheiro. Por exemplo: podem usar ordens de venda de reais e compra de XRPs no Brasil, depois outras de venda de XRPs e compra de dólares na Austrália. “Ele acha o caminho mais ‘barato’ para o usuário, não importa quais moedas serão usadas”, diz Rafael Olaio, fundador da Rippex, a primeira casa de câmbio de ripple do Brasil, prevista para entrar no ar este mês. A ideia de usar moedas digitais para triangular moedas convencionais e permitir o envio de euros ou dólares para outros países, ao que parece, será uma das principais heranças do bitcoin.
Outra moeda virtual que aparece entre as mais usadas é o dogecoin, cujo símbolo é um cachorrinho. Assim como o litecoin, é uma filha direta do bitcoin. Mas avança numa direção crucial: sair da obscuridade. Ela é negociada numa casa de câmbio – chamada Cryptsy – regulada pelo Departamento do Tesouro dos EUA. “No caso do ripple no Brasil, para abrir uma conta vai ser preciso mandar RG, CPF e comprovante de filiação. Quero me preparar para quando a regulamentação chegar”, diz Olaio.
A regulação, a propósito, é um aguardado capítulo do futuro das moedas virtuais. Ainda que não dependam de governos para nascer, os legisladores podem banir ou restringir seu uso num país. “No Brasil, ainda não há discussão regulatória consistente sobre o tema”, diz o advogado Marcelo Godke Veiga, que acompanha a questão. “O Banco Central sequer definiu se essas moedas serão consideradas moedas. Nos EUA, já existe a decisão de um tribunal de que o bitcoin ‘pode ser entendido’ como moeda.”
A aceitação dos bancos será outro momento crítico. “Tenho falado com bancos de diferentes países e eles estão mudando a postura: de ‘avaliando’ para ‘considerando integrar com o sistema’”, afirma Larsen. “Os bancos ainda tentam proteger suas formas tradicionais de mandar e receber dinheiro. Mas terão de se adaptar. No futuro, acredito que eles serão um misto de empresa de tecnologia e de marketing”, diz Furlonger. A Febraban, que representa os bancos no Brasil, não quis falar sobre o tema.
Alheias aos bancos, milhares de pessoas usam os dinheiros formados por zeros e uns. Qual será dominante? Talvez nem seja essa a questão. “A grande contribuição dessas moedas é mostrar o potencial da internet para a troca de valores, ainda que se usem as moedas ‘antigas’. Ninguém deve ser forçado a adotar uma nova moeda, nem acho que isso possa acontecer. A ideia importante é usar a internet para trocar valores”, diz Larsen. “O que a ascensão do bitcoin deixou claro é que as pessoas querem mais flexibilidade para mandar e receber dinheiro”, afirma Furlonger. Mesmo se não for a moeda do futuro, o bitcoin pode ter definido o futuro das moedas.
FONTE EPOCA NEGOCIOS
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Perguntas Frequentes /r/Brasilbitcoin – Novos usuários, por favor, leiam!

Perguntas Frequentes /Bitcoin – Novos usuários, por favor, leiam!
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COMO FUNCIONA A MINERAÇÃO DO BITCOIN?  Dá Para Ficar Rico ... Entenda como Funciona uma Mineradora de Bitcoin - Jornal da Globo Mineração de Bitcoin - O que é HPM e como funciona? Como funciona o bitcoin: a mineração Como funciona o Mercado de Mineração de Bitcoin? (completa)

Com a popularização do Bitcoin, certamente você já se deparou com uma outra expressão que quase sempre aparece em dueto com a criptomoeda: minerar Bitcoin.E saber como funciona a mineração ... Como funciona a mineração de Bitcoin? A mineração de Bitcoin foi pensada por Satoshi Nakamoto, o criador do Bitcoin, como uma forma de tornar a rede sustentável. Para que a rede funcione, é necessário que tenha computadores ligados 24 horas por dia para confirmar e auditar as transações da moeda. Mineração de Bitcoin – os Nodos. Retrocedendo um pouco, vamos falar sobre os “nós” ou nodos. Um nó é um computador poderoso que executa o software do bitcoin e ajuda a manter o bitcoin funcionando, participando do relé de informações. Qualquer um pode executar um nodo, basta baixar o software de mineração do bitcoin (gratuito) e deixar uma determinada porta (virtual) aberta (a ... No caso do Bitcoin são gerados 12,5 unidades de Bitcoin a cada 10 minutos, e a cada 4 anos esse número cai pela metade. No próximo Halving, que acontece em maio de 2020, a produção cairá para 6,25 BTC por cada 10 minutos. No máximo serão mineradas 21 milhões de unidades, sendo que 85% das moedas já estão em circulação. Como funciona a mineração de Bitcoin. O Bitcoin é uma moeda de Proof-of-Work (Prova de trabalho, em tradução livre), isso quer dizer que ela precisa de um certo poder computacional (conhecido também como hashrate) para conseguir confirmar as suas transações.

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COMO FUNCIONA A MINERAÇÃO DO BITCOIN? Dá Para Ficar Rico ...

A mineração em nuvem de Bitcoin permite que pessoas comuns comprem poder de mineração de criptomoedas (HPM) através de contratos de mineração. 💰⛏É como minerar ouro, só que muito melhor! Você sabe o que é Mineração do Bitcoin? Sabe como funciona a mineração do bitcoin e como os mineradores são remunerados pela rede? Estamos falando de um serv... Entenda como Funciona uma Mineradora de Bitcoin - Jornal da Globo Erly Batista. ... A CredMiner é uma Fintech que atua com o conceito de cooperativismo no mercado de mineração de moedas digitais. O Que É E Como Funciona A MINERAÇÃO DE BITCOIN (Vale Investir?) Guilherme Lacerda - Duration: 12:56. Arte da Fortuna 1,603 views. 12:56. Como funciona o bitcoin: a mineração - Duration: 9:05. Fernando Ulrich 149,422 views. ... Veja como funciona a Mineração de Criptomoedas! - Bitcoin 2018 - Duration: 8:42.

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